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Mobilidade Urbana

Contexto setorial

Um dos grandes desafios nos maiores centros urbanos brasileiros é oferecer às populações um transporte público eficiente e confortável. Em junho de 2013, o Governo Federal estabeleceu os critérios do Pacto da Mobilidade Urbana, para reforçar os investimentos no setor, sempre em parceria com estados e municípios, para oferecer maior qualidade ao transporte público e desafogar o trânsito nas cidades, dando mais qualidade de vida às pessoas. Segundo o Ministério do Planejamento, foram disponibilizados R$143 bilhões em recursos para requalificar e implantar novos sistemas de transporte público, visando ampliar a capacidade atual e promover a integração entre diferentes modais. Desse total, R$50 bilhões foram direcionados ao Pacto de Mobilidade Urbana. A primeira fase desse pacto beneficiava as grandes capitais e regiões metropolitanas do País. Em abril de 2014, o Pacto entrou na sua segunda fase, estabelecendo recursos para projetos de municípios com populações entre 400 mil e 700 mil habitantes, entre eles algumas capitais.

De acordo com os Ministérios do Planejamento e das Cidades, as obras de mobilidade urbana em andamento no País somam quase 3,9 mil quilômetros de vias para transporte coletivo urbano. Em trilho, são 270 quilômetros de VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) e 250 quilômetros de metrô. Há também mais de 2 mil quilômetros de corredores de ônibus e mais de mil quilômetros de BRTs (Bus Rapid Transit). A maior utilização do metrô e do VLT nos deslocamentos cotidianos é uma alternativa mais eficiente, rápida e ambientalmente mais responsável. A população, mais do que nunca, exige soluções de longo prazo para suas necessidades de mobilidade e esse tema deve continuar na agenda política nos próximos anos, demandando investimentos elevados e aproximando as diferentes esferas de governo com o setor privado. As concessões ou as parcerias público-privadas (PPPs) apresentam vantagens significativas quando comparadas aos investimentos exclusivamente públicos: possibilidade que o setor privado introduza soluções inovadoras; exploração de economias de escopo na realização das diversas atividades e, como o ente privado continuará a operar e manter a infraestrutura por muitos anos, o projeto terá incentivos para ser melhor estruturado e executado nas suas fases iniciais de investimento.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/governo/2014/04/quando-voce-supera-a-miseria-absoluta-e-so-um-comeco-quando-voce-muda-as-condicoes-do-exercicio-de-cidadania-tambem-e-so-um-comeco-afirma-dilma

MetrôRio

O MetrôRio opera o sistema de metrôs da cidade do Rio de Janeiro, conectando o centro de atividade econômica da região metropolitana às Zona Sul e Norte e à Baixada Fluminense, áreas residenciais e de maior concentração de mão de obra. Esse sistema inclui duas linhas de ônibus sob a denominação Metrô Na Superfície, que são utilizadas para trazer às estações os passageiros de bairros não atendidos diretamente pelas linhas do metrô.

Expansão do metrô


Foi inaugurada, em março de 2014, a Estação Uruguai, situada no bairro da Tijuca. A estação conta, ao todo, com cinco acessos: um na Rua Dona Delfina, dois na Itacuruçá e dois acessos na Conde de Bonfim, sendo um na calçada sentido Praça Saens Peña e outro no sentido Usina. São mais de sete mil metros quadrados de área construída, sendo 300 metros de plataforma, e 2,9 quilômetros de via. A nova estação, que somou mais 1,1 quilômetro de extensão à Linha 1, recebe cerca de 40 mil passageiros por dia e é, portanto, fundamental para a estratégia de expansão do metrô do Rio do Janeiro.

Além de inaugurar a nova estação, a concessionária deu continuidade ao esquema de operação adotado, desde outubro de 2013, para auxiliar o plano de mobilidade urbana para o Centro da Cidade durante as obras na região do Porto. Com a mudança do sistema viário pela Prefeitura, como a demolição do Elevado da Perimetral, o MetrôRio registrou um crescimento no número de passageiros de 193 milhões de usuários em 2013 para 228 milhões em 2014.

A elevação da demanda também levou o MetrôRio a tomar medidas mais imediatas, como mudar o layout das bilheterias de algumas estações para aumentar a capacidade de atendimento e mudar o fluxo de outras para evitar filas. Foram implantados, ainda, trens que saem da Estação da Pavuna na hora de pico e, em vez de seguir o trajeto comum, vão até a Estação Estácio, recolhem os passageiros e voltam direto, sem parar nas demais estações ao longo do trajeto. Esse trem sai da primeira estação a cada 2 minutos e 15 segundos, quando o intervalo normal é de 4 minutos.

Foco no usuário

O MetrôRio quer entender cada vez mais qual é a percepção do usuário acerca de seus serviços e, dessa forma, melhorar ainda mais sua qualidade. Por essa razão criou, em 2014, a área de Gestão da Experiência do Usuário. As atividades ainda estão se desenvolvendo, mas a ideia é pensar em tecnologias e processos que permitam interagir com esse público antes mesmo que este se dirija ao metrô e sempre com o melhor atendimento possível. Um primeiro passo nesse sentido foi dado em março de 2014, com o lançamento do aplicativo do MetrôFácil (saiba mais aqui).

Outro serviço diferenciado é a possibilidade de o cadeirante avisar que está a caminho de determinada estação, para ser devidamente recepcionado quando chegar. Também é informada a estação de destino, para que outro funcionário do metrô o espere no momento de descer do trem. O propósito como um todo é fazer com que o relacionamento do MetrôRio com os usuários passe a ser mais proativo.

Ainda em 2014, a empresa deu início a estudos para reformular suas estações. O plano é agregar serviços que possam ser realizados ali mesmo, sem que o usuário tenha que se deslocar grandes distâncias, como clinicas, salões de cabeleireiro, entre outros, proporcionando uma maior qualidade de vida. O conjunto de iniciativas voltadas ao usuário deve elevar a avaliação que o MetrôRio vem recebendo de seus serviços nos últimos anos (saiba mais em Usuários).

MetrôRio recebe selo por atuação em rede social e bate a marca de 100 mil fãs no Facebook

Por seu foco no usuário, o MetrôRio foi reconhecido com o selo Socially Devoted, concedido pela SocialBakers, empresa mundialmente reconhecida em análise, métricas e estratégia em redes sociais, às marcas que se preocupam com seus usuários e atendem suas dúvidas, reclamações e solicitações feitas por esses meios.

Foram analisados o volume de perguntas recebidas na página, as respostas realizadas pela marca, a qualidade das interações e o tempo de atendimento. A taxa de respostas total deve ser acima de 65%. O MetrôRio respondeu, no período analisado, a 88% das perguntas. De acordo com a SocialBakers, apenas 5% das marcas globais respondem aos usuários das redes sociais.

Além de receber o selo, a empresa bateu, em 2014, a marca de 100 mil fãs em sua página do Facebook. Antes da Copa do Mundo, realizada em junho, esse número era de 18 mil. O perfil do MetrôRio no Twitter também já conta com mais de 85 mil seguidores.

Jeito de Ser e de Fazer do MetrôRio

O projeto mais importante executado internamente no MetrôRio em 2014 foi o de transformação cultural - batizado de Jornada de Transformação -, que tem como objetivo criar uma nova identidade cultural que possa dar continuidade à história de sucesso da empresa, garantindo sua perpetuidade e contribuindo para que esta seja referência em mobilidade urbana nas Américas. Esse processo foi desenvolvido em parceria com consultoria especializada no tema. Em 2014, a Jornada teve dois grandes marcos: todos os 2,6 mil colaboradores foram mobilizados na Disseminação do Jeito de Ser e de Fazer da empresa e foi realizado um evento no final do ano para pactuação de todas as Lideranças do MetrôRio, no qual cada líder assumiu seu compromisso na Jornada.

Investimentos

Em 2007, o poder concedente estendeu o prazo de concessão do MetrôRio em 20 anos. Com isso, a empresa passou a ter como obrigação contratual investir mais de R$1 bilhão no sistema de metrô. Foi como consequência desse movimento, por exemplo, que o MetrôRio adquiriu os 19 novos trens, cuja entrada em operação se deu em 2013. Em 2014, a empresa concluiu suas obrigações contratuais de investimentos relacionadas à extensão do contrato.


Saiba mais sobre o MetrôRio

MetrôBarra

Em 2012, a Invepar firmou contrato de outorga de opções de compra e de venda de ações de emissão da Concessionária Rio Barra S.A., que detém o direito de concessão para construir, operar e manter a Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro. Após assinatura do contrato, a Invepar cedeu os direitos e obrigações à sua controlada MetrôBarra S.A.

A Linha 4, ainda em fase de construção, irá ligar a Barra da Tijuca a Ipanema. O projeto é um dos compromissos do Governo do Estado do Rio de Janeiro com o Comitê Olímpico Internacional (COI) por ocasião dos Jogos Olímpicos. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão.

Coube à MetrôBarra a compra de 15 novos trens, a aquisição dos diversos sistemas para a Linha 4, além dos equipamentos, máquinas e veículos que serão usados na manutenção da Linha 4. O primeiro trem chegou ao Rio de Janeiro em janeiro e o último em agosto de 2015.

VLT Carioca


Consórcio responsável pelas obras de implantação, compra dos trens e sistemas, operação e manutenção do sistema de VLT Carioca (Veículos Leves sobre Trilhos), que ligará a Zona Portuária ao centro financeiro da cidade do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Santos Dumont. O Rio de Janeiro será o segundo município brasileiro a receber esse tipo de veículo.

Primeiro trecho a ser implantado: da Rodoviária ao aeroporto Santos Dumont, passando pelas Avenidas Rio Branco e Beira-Mar, com prazo para conclusão no primeiro semestre de 2016.

Segundo trecho: da Central do Brasil à Praça XV, passando por Campo de Santana, Saara e Rua 7 de Setembro, com prazo para conclusão no segundo semestre de 2016.

Obras de implantação

Toda a infraestrutura de vias de sistemas, paradas, entre outros detalhes, está em projeto e a implantação deve começar no segundo semestre de 2015. As obras do Porto Maravilha já deixaram prontas as calhas onde circularão os veículos leves sobre trilhos. Outros detalhes estão sendo construídos em quatro frentes na região portuária e duas na Avenida Rio Branco. Na avenida os transtornos são maiores, mas ainda pequenos, uma vez que a empresa tem atuado à noite.

Já foram adquiridos 32 trens, que estão em produção. Cinco deles virão da França e o restante de fabricante instalado em Taubaté (SP). Os dois primeiros já foram finalizados e um deles passou por testes. Também na fábrica paulista estão sendo produzidos sistemas auxiliares, de sinalização e artigos correlatos.

Tecnologia de ponta, sem emissão de gases poluentes, baixo ruído e baixa interferência visual marcam a implantação do VLT Carioca na cidade do Rio. Além dessas premissas conceituais do projeto, a concessionária do VLT Carioca possui atuação sustentável, respeitando o ambiente em que está inserida. O novo modal será um agente transformador da cidade, já que prevê a requalificação urbana da paisagem no seu entorno.

Benefícios sociais

O principal benefício do VLT Carioca é a integração entre os diversos modais que chegam ao centro da cidade do Rio de Janeiro. Serão interligados à Central do Brasil, na qual já chegam trens, metrô e ônibus, às estações do metrô, ao Aeroporto Santos Dumont e às barcas que vêm da Ilha do Governador e Paquetá. Outras vantagens são o custo baixo, a possibilidade de usar bilhete único, o intervalo curto entre um veículo e outro, e a segurança, uma vez que o transporte é feito sobre trilhos.

As estações estão sendo planejadas para serem acessíveis aos portadores de deficiência. A frota será 100% climatizada, com piso baixo e design moderno e bastante transparente, com vidros nas laterais.

Benefícios ambientais

Tecnologia de ponta, sem emissão de gases poluentes, baixo ruído e baixa interferência visual marcam a implantação do VLT Carioca na cidade do Rio. Além dessas premissas conceituais do projeto, a concessionária do VLT Carioca possui atuação sustentável, respeitando o ambiente em que está inserida. O novo modal será um agente transformador da cidade, já que prevê a requalificação urbana da paisagem no seu entorno.

Alimentação elétrica

A movimentação do veículo ocorre por meio de energia elétrica, sem emissão de gases poluentes na atmosfera. Duas fontes de energia são responsáveis pelo funcionamento do VLT Carioca. Uma delas é uma espécie de terceiro trilho, que por segurança é energizado apenas quando o veículo está em contato, evitando choques. A outra é o supercapacitor, dispositivo alocado na parte superior do veículo que funciona como uma bateria, recarregada nas frenagens do veículo e pelo terceiro trilho.

Aproveitamento de resíduos

O asfalto fresado em toda a extensão da obra de implantação do VLT Carioca será reutilizado. Apenas na Avenida Rio Branco, 3.680 toneladas do material considerado nobre será reutilizado na infraestrutura do VLT Carioca. Para se ter uma ideia da quantidade, caso fosse transportado de uma só vez, seriam necessárias dez viagens do maior caminhão de mineração do mundo. Além de representar economia financeira, a ação economiza recursos naturais que usualmente são descartados.


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